O papel do educador nunca foi tão fundamental quanto hoje. Os alunos, ao invés de apenas acesso a livros e a bibliotecas possuem acesso fácil a centenas de milhares de materiais na internet. Blogs, apresentações, vídeos, e-books, matérias publicadas em revistas ou jornais... informações não faltam. O que faltam são professores que enxerguem o lado benigno do papel da internet no ensino. O que faltam são educadores capazes de orientar os alunos nesse mar de informações, de modo que eles possam aprender mais e absorver mais. O que faltam são escolas e investimento em tecnologias digitais que possam agregar valor às aulas.
A internet
Há benefícios em seu uso:
- Possui diversas fontes de pesquisa - levante a mão quem nunca usou o Google para um trabalho.
- Auxílio no ensino através da aproximação de alunos que estão fisicamente distantes.
- Acompanhamento de perto do professor no pós-aula.
E há alguns problemas que precisam ser contornados:
- Fontes com informações não confiáveis.
- Privacidade.
Para que os alunos possam usufruir destes benefícios e, principalmente, contornar os problemas da internet, o educador deve ser mais do que apenas um fornecedor de conteúdo. O educador do futuro deve ser um guia que orienta os alunos na internet e que os transforma em produtores de conteúdo, pedindo trabalhos que são entregues no formato de vídeo, blog ou site.
O aluno deverá, na escola, aprender sobre história, matemática, português e, também, sobre como a internet pode ser uma ferramenta valiosíssima em sua vida, desde que ele tome alguns cuidados - quanto a informações que disponibiliza, por exemplo.
A internet também permite que pais tenham acesso mais fácil a notas e relatórios de desempenho disponibilizados pelos educadores. Esta é uma forma de motivar os pais a participarem mais do ensino de seus filhos.
As tecnologias digitais
Aos poucos vemos algumas escolas darem passos importantes neste novo mundo digital para educação. A revista Veja deste mês de outubro traz um caderno especial sobre o ensino em Campinas-SP, destacando as iniciativas nesta área. A lousa digital possui destaque, sendo adotada por estas escolas pioneiras e permitindo uma aula mais interativa e dinâmica.
Mas como já ficou claro, ao definir o papel do educador do futuro, o ensino começa a caminhar para fora da sala de aula, também. As aulas podem ser gravadas e disponibilizadas aos alunos. Por exemplo, um aluno que está estudando para uma prova e teve uma dúvida pode acessar o vídeo da aula e reforçar a matéria. Ou um aluno que adoeceu poderá assistir a aula gravada de sua casa.
O digiensino
O digiensino é uma tendência no uso do meio digital (internet) e de tecnologias digitais (lousa digital, tablet) para auxiliar no ensino.
Usar lousas digitais na sala de aula, gravar as aulas, disponibilizá-las aos alunos e auxiliá-los no uso da internet são o primeiro passo – um grande passo. O segundo é ter professores e funcionários fazendo uso de blogs, MSN, Orkut e Facebook para se aproximarem dos alunos, tirar dúvidas e auxiliá-los no dia-a-dia. Nada mais sensato, não é mesmo? Parece que estamos voltando à época em que tecelões tinham aprendizes que viviam com eles para absorver o máximo de conhecimento. O uso da internet e de tecnologias digitais no ensino (digiensino) não chega a ser assim tão extremo, mas é uma grande evolução no modelo atual, onde os alunos são passivos de uma aula que impõe conteúdo e opiniões e que, quando soa o sinal, alunos e educadores perdem o contato.
O digiensino não significa que será o fim das aulas presenciais. Aulas presenciais são fundamentais, mas a lousa digital ou o uso de tablets irão tirar do professor o tempo perdido escrevendo o mesmo conteúdo na lousa e tornar as aulas mais interativas.
O digiensino não significa que os professores perderão seu valor. Pelo contrário, eles serão mais importantes do que nunca e deverão estar presentes no pós-aula dos alunos.
O digiensino é uma tendência e está apenas no começo. Muitas mudanças ainda serão vistas na sala de aula e no ensino nos próximos anos.
Abraços,
Danilo
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