No último final de semana participamos do iMasters Intercon 2010. O evento foi muito bacana, com diversas palestras e mensagens interessantes sobre o futuro da web. E, neste post, quero falar um pouco sobre e-commerce e sobre a fantástica palestra de Anselmo Endlich, diretor executivo da Wine.
As lojas virtuais bombaram nos últimos anos e até os mercadinhos da esquina da sua casa resolveram ter uma loja para vender online. Porém, a grande maioria dos comerciantes, ao criarem uma loja online, querem disponibilizar a maior quantidade possível de produtos e ter o menor preço.
E o Anselmo, ao apresentar o case da Wine, nos fez pensar, e muito, sobre duas coisas: energia física e energia psíquica que o consumidor gasta no momento da compra.
Energia física
Quando compramos em uma loja física, esta energia é aquela referente ao deslocamento até o local de compra e aos esforços que você faz ali dentro, como andar ou esperar na fila. Quando a loja é virtual, quanto mais complicada é a navegação do site, maior é a energia física gasta pelo consumidor. Quanto mais cliques ele tem que dar, maior é a energia gasta.
A Wine melhorou muito a experiência do consumidor através da simplificação da interface e dos processos. Destaco duas melhorias:
- Pague com um clique, onde o consumidor, ao permitir que o site guarde o número do seu cartão de crédito, pode pagar as suas compras com apenas um clique. Isto aumentou em 26% o fechamento de pedidos.
- Eliminação do botão continuar comprando. Sempre que o consumidor adicionava um vinho ao carrinho, ele era redirecionado para a tela do carrinho e tinha que clicar no botão ‘continuar comprando’. A Wine eliminou este redirecionamento que exigia um clique a mais do usuário.
Energia psíquica
Imagine-se em um corredor de vinhos, em um grande supermercado. Você tem ali 500 rótulos para escolher. Você não é um conhecedor de vinhos, então imagine a energia que irá gastar pensando e analisando qual é a melhor escolha. O que poderia te ajudar neste momento? Um consultor, que pergunte o que você deseja e te dê duas ou três opções, não é mesmo?
A Wine organizou seu site de modo que o consumidor sinta-se na presença de um consultor. Ele acessa o site e facilmente identifica o que deseja: um vinho tinto, um vinho para acompanhar uma massa, etc. E, uma vez que você clique sobre o que deseja, não terá centenas de opções, mas, sim, apenas seis. Visite www.wine.com.br e veja como é simples.
Mas o site da Wine nem sempre foi assim. Eles tinham mais de 20 mil rótulos disponíveis e ofereciam centenas de opções para acompanhar uma massa ou uma carne. Então eles decidiram fazer algo muito gostoso: viajar e beber vinhos e mais vinhos. Desta forma, eles gastaram muita energia psíquica para que os seus consumidores tivessem apenas seis opções e gastassem o mínimo de energia. Reduziram de 20.000 rótulos para 1.200, e aumentaram as vendas. Fantástico!
Conclusão
Notem o que a Wine fez: ela adaptou o modelo de lojas virtuais para o seu negócio e criou uma experiência única para o consumidor. E ela tem colhido excelentes frutos desde então.
Eu não conhecia o case da Wine, já conhecia a loja, mas não este excelente trabalho que foi feito pela equipe do Wine. Quando eu estava assistindo à palestra do Anselmo, tive a certeza de que a loja virtual deles passou da água para o vinho.
E fiquei com uma pulga atrás da orelha: O modelo de negócio que conta com opiniões dos usuários para ranquear produtos tem crescido muito. Como estou falando da Wine, e de vinhos, um exemplo é o site www.winetag.com.br. Onde você compraria? Na Wine, cujos vinhos são analisados e recomendados por uma equipe de profissionais que entendem do assunto ou no winetag, onde os vinhos podem ser avaliados por todos os usuários?
Um abraço,
Danilo
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