Ontem participei do Cloud Computing Summit Brasil, evento sobre computação em nuvem mostrando as principais tendências e impactos que as nuvens causam nos negócios e no mercado de TI. O evento contou com a presença de grandes empresas: IBM, Amazon, Tecla, Microsoft, Xen, SalesForce e Google.
Cezar Taurion (IBM) abriu o evento, trazendo toda sua experiência e simpatia. Posso dizer que foi a melhor escolha para abrir o evento. Cezar explicou o que é computação em nuvem de uma forma muito clara, dando os principais motivos para ser adotada por:
- Um executivo de negócio: quer acelerar a aplicação a ser desenvolvida, testada e lançada.
- Um executivo de TI: quer reduzir custos (manter servidores físicos ocupa espaço e demanda muita manutenção).
E pra completar disse que computação em nuvem não é uma revolução tecnológica, mas sim uma evolução e confluência de tecnologias, algumas bem antigas, como virtualização. Em alguns anos talvez nem venhamos mais a utilizar este nome “computação em nuvem”, pois ela substituirá, em questão de anos, o modelo atual - onde empresas possuem seus próprios servidores físicos - vindo a se tornar algo completamente comum a ponto de sua empresa colocar uma nova aplicação na nuvem sem nem pensar em outra forma de fazer isto.
Continuando o evento, Jinesh Varia (Amazon) também deu uma palestra muito motivadora. Olhe os gráficos abaixo que ele mostrou:
O gráfico acima mostra o modelo antigo. Conforme a demanda aumenta, compramos mais recursos.
Mas a demanda é irregular, portanto temos que fazer uma estimativa inicial desta
demanda para conseguirmos comprar recursos que possam atendê-la. Mas note que há momentos que muitos recursos ficam ociosos (o que é ruim) e momentos em que os recursos não suprem a demanda,
resultando em perdas de clientes (o que é ainda pior).
Mas e se tivermos o modelo de nuvem?
Por isto nuvem é tão legal, com ela podemos contratar recursos quando a demanda aumenta e, quando ela cai, podemos reduzir a quantidade de recursos. Note no gráfico acima que a curva de recursos se ajusta a curva da demanda.
‘Nuvem é como eletricidade e água. Você paga pelo que usa’. Com isto nós conseguimos diminuir custos, aumentar agilidade e remover alguns atrasos que temos no modelo atual.
A Tecla entrou na sequência e, pra mim, conseguiu provar que tem total competência para ter um serviço de nuvem com muita qualidade aqui no Brasil e que não deixa nada a desejar para os que tem lá fora. Alias, Antônio Carlos Pina disse que está para ser lançada a versão 2 da nuvem da Tecla, que será a mais rápida no mercado.
Depois desta palestra, quero muito utilizar a nuvem da Tecla para as aplicações que desenvolvemos aqui na e-Social.
Por fim, cito a palestra da SalesForce, cujo tema principal foi integração. Nós, clientes, podemos fazer uso de mais de uma nuvem. Podemos ter um aplicativo na nuvem da SalesForce que vai até a nuvem da Amazon rodar rotinas de processamento e que retorna estes dados para o aplicativo na nuvem da SalesForce ou para uma aplicação na nuvem do Facebook que irá exibir estes dados, por exemplo. Peter Coffee ainda reforçou que nuvens podem ser utilizadas para aumentar o desenvolvimento, acelerar negócios e permitir a criação de comunidades.
Assim como Cezar Taurion, também acredito que computação em nuvem substituirá, em alguns anos, o modelo atual. Muitas empresas já utilizam soluções em nuvens, mas ainda há muito receio em se utilizar nuvens, principalmente quando o assunto é segurança.
Em breve escreverei mais artigos aqui sobre computação em nuvem, principalmente dando uma visão geral sobre o que são estas nuvens.
Para saber mais sobre este evento, acesse o site oficial aqui.
Um forte abraço,
Danilo
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