Muito provavelmente você já usa ao menos um serviço que está nas nuvens: Google Apps, Gmail e Facebook. Se você desenvolveu aplicativos para o Facebook, já usou uma
plataforma que está nas nuvens. E se você tem um serviço web talvez já tenha sua solução rodando em uma infraestrutura que está nas nuvens.
Resumindo, computação em nuvem pode ser:
Software como Serviço ou SaaS (Software as a Service)
Este é o mais comum e o que está mais maduro. Consiste em um software que foi desenvolvido e é disponibilizado na web como um serviço. Por exemplo: Facebook e Gmail. Você sabe
onde estão os dados do seu perfil no Facebook ou os seus e-mails no Gmail? Você simplesmente acessa um endereço e usa o serviço.
E o melhor, você acessa através de um web browser, não importando seu sistema operacional e o local que você esteja, desde que tenha internet.
Este é o modelo que temos na e-Social atualmente. Nós disponibilizamos nossas aplicações na web como um serviço.
Plataforma como Serviço ou Paas (Platform as a Service)
Vamos pegar o Facebook como exemplo. Ele é um SaaS, mas também é um PaaS, pois através de uma API permite que outros desenvolvam aplicativos e o disponibilizem sobre a
plataforma do Facebook, como aquele joguinho FarmVille onde se é possível ter uma fazenda virtual.
E estes aplicativos usam a infraestrutura sobre a qual está a plataforma. Isto é muito bom! Eu não consigo imaginar um jogo como FarmVille, em que em semanas o número de usuários aumenta em milhares de vezes, sem estar em uma nuvem.
Ao desenvolver sobre uma plataforma não é preciso se preocupar com hardware e software, você já terá um local para hospedar para sua aplicação e muitas vezes poderá utilizar funcionalidades pré-prontas para facilitar no desenvolvimento. Mas desenvolver aplicativos sobre plataformas tem limitações impostas por elas e você não poderá sair fazendo tudo o que quer e da forma que você quer.
Infraestrutura como Serviço ou IaaS (Infrastructure as a Service)
Aqui você tem disco, memória e banda de uma forma bem elástica: contrata somente o que precisa e, se deixar de usar algum recurso, pode dispensá-lo. É a melhor forma
de conseguir ter seu SaaS ou PaaS de forma escalável e com baixo custo.
Além disso, empresas que oferecem IaaS (como a Tecla) fazem isto de uma forma muito decente, permitindo que sua aplicação escale automaticamente. Ou seja: precisou de mais recursos além do contratado? Eles permitem que sua aplicação utilize um pouco mais, assim você não perde seu novo cliente. Legal, né?
E no IaaS, você tem acesso a nível de sistema operacional e pode construir seu SaaS sem limites, diferente do PaaS.
Você pode ter um SaaS sem utilizar uma infraestrutura que está em nuvem, mas o recomendado é que você o construa sobre uma PaaS ou IaaS para ter escala e, também, reduzir custos. Quando você tem um SaaS sobre o modelo de servidores físicos (não em nuvem), você escolhe um bem parrudo já pensando que a demanda pelo seu serviço poderá crescer. Desta forma o seu custo inicial, só para manter este servidor, é muito alto.
Finalizando, tenha você optado por uma solução de infraestrutura, plataforma ou software nas nuvens, isto deve
funcionar como a energia da sua casa: você pluga e está funcionando; você usa e paga pelo que usou, ou seja, é totalmente ajustável como mostra o gráfico ao lado.
E veja aqui como foi o evento Cloud Computing Summit Brasil, com os principais players do mercado.
Gostaria de acrescentar algo? Fique à vontade para comentar.
Um abraço,
Danilo
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