Há muita discussão se os livros impressos irão ou não acabar. Por outro lado, será que os livros digitais continuarão sendo apenas uma cópia em formato digital dos livros impressos?
O mundo digital deu voz a quem antes não tinha e permitiu interagirmos com quem está a milhares de quilômetros de distância. Então pense por um instante: você acaba de ler um livro ou um capítulo e quer comentar ou discutir com alguém? Quer conhecer outras opiniões a respeito de um assunto?
Pois então, fica fácil concluir que o meio digital ainda irá agregar muito valor aos livros. Aliás, ele já agregou! Há redes sociais, como o Skoob e O livreiro (ambas nacionais). Mas estas redes não possuem o livro em si e você não consegue, por exemplo, destacar um ponto no texto para que outras pessoas vejam o seu comentário quando elas estiverem lendo o livro.
Opa, ficou um pouco confuso isto? Então veja o vídeo abaixo feito pela IDEO (se o vídeo não carregar, clique aqui):
Assim que vi o vídeo imaginei como seria legal ter os 3 conceitos apresentados já funcionando...
Nelson
O Nelson permite ao leitor ter acesso a maiores informações sobre um assunto específico no momento em que ele está lendo. Estas informações podem ser discussões enviadas por outros leitores ou matérias publicadas em jornais ou revistas online.
Quem nunca leu Dom Casmurro e ficou com a pulga atrás da orelha? Imagine poder reler o livro vendo comentários deixados por outros leitores e acrescentando os seus próprios comentários para tentar esclarecer o mistério. Ual, ia ser muito divertido e colaborativo.
E que tal ter uma ajudinha nos estudos? Um livro sobre administração pode conter cases enviados pelos leitores. Um livro de cálculo pode ter dicas e resoluções de exercícios enviadas por professores ou alunos. E um livro de receitas pode ter sugestões e resultados (fotos e vídeos) de quem colocou a mão na massa.
Coupland
Compartilhar livros com colegas de trabalho não é uma tarefa fácil hoje. O coupland cria uma biblioteca de livros relacionados a sua área de atuação e que foram sugeridos pelos seus colegas de trabalho. Além disso, é possível discutir os livros com as pessoas da sua empresa e divulgar ao público o que a sua empresa está lendo.
Isto seria legal para qualquer empresa. Imagine que em uma consultoria, que tem diversos projetos, cada projeto poderá ter sua própria lista de livros e discussões sobre os assuntos abordados. Organizado e genial.
Alice
Este conceito é o mais divertido, pois permite ao leitor participar da história realizando tarefas e, como recompensa, tendo acesso a capítulos ou informações escondidas pelo autor. Estas tarefas podem ser desde inclinar o tablet até ir a um local específico.
Ao ver o vídeo sobre Alice, me imaginei lendo os livros de Dan Brown e ajudando o professor Robert Langdon a resolver os mistérios e enígmas de suas histórias. Além disso, eu sempre procurava no google pelos locais e objetos que eram descritos no livro. Com Alice eu teria a informação ali, facilmente. Seria como ter Alice nos levando ao país das maravilhas.
Assim, podemos esperar que a experiência da leitura de um livro mudará bastante se comparada ao que temos hoje (tanto o livro impresso quanto o livro digital). Eu ainda sou adepto do livro impresso, gosto de folhear as páginas e tudo mais, e não o trocaria apenas por uma versão digitalizada. Mas se Alice já fosse real, eu não resistiria a nova experiência.
E você, já ficou louco de vontade de participar deste futuro próximo?
Abraços e bom final de semana,
Danilo
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